Óleos Essenciais e Óleos Vegetais
100% Puros e Naturais
Segundo o engenheiro químico, Adão Roberto da Silva, os princípios ativos das plantas são responsáveis por sua contribuição no processo preventivo de algumas doenças.
Há milênios os óleos essenciais são utilizados empiricamente por povos, como os egípcios, entretanto só nas últimas décadas o seu fundamento científico começou a ser comprovado pela bioquímica. A eficácia da Aromaterapia é atestada por estudiosos, que encontram no método, uma forma natural de promover a harmonia das emoções e do corpo físico. Segundo o engenheiro químico e professor formado pela Yowa State University, EUA, Adão Roberto da Silva, a principal função das plantas aromáticas é prevenir doenças e atuar no tratamento de casos psicossomáticos, como o stress, a depressão e a falta de libido. "Os princípios ativos contidos nos óleos essenciais atuam sobre os sistemas linfático, imunológico, digestivo, cardiovascular, respiratório e geniturinário", diz o especialista. Ele explica que as reações químicas determinam a finalidade de cada óleo. "O de cravo (Eugenia caryophyllata), por exemplo, tem um poder analgésico, por causa da ação do componente eugenol, que deprime os receptores sensoriais envolvidos na percepção da dor".
A reação ao cheiro é provocada pela ação dos óleos essenciais sobre o hipotálamo no cérebro. "As informações chegam à glândula vindas tanto do córtex olfativo quanto da amígdala (do cérebro), que são o centro de nossas emoções", define Silva. O óleo de alfazema (Lavandula officinalis) é utilizado com o objetivo de equilibrar o stress, porque possibilita a diminuição do nível de ACTH (hormônio adrenocorticotrofina) na corrente sanguínea. "Isso acontece porque é neurossedativo", informa o professor. Santos defende que não é mais possível admitir que se fale sobre Aromaterapia como simplesmente um meio de sugestão. "A pessoa ao aromatizar o quarto com um óleo essencial de lavanda, dorme melhor porque ele provoca alterações bioquímicas no corpo".
O engenheiro químico cita uma frase do pensador francês Montaigne (1533-1592), como um bom alerta aos mais céticos. - "Os médicos deveriam tirar mais proveito dos aromas, porque eles, de fato, mudam meus humores e meus estados de espírito". Mas ele faz a seguinte ressalva - "Os óleos essenciais não podem ser usados indiscriminadamene, porque alguns têm uma certa toxidade". Entre eles, estão a arruda (Ruta graveolens); artemisia (Artemisia vulgaris); absinto (Artemisia absinthium); hissopo (Hysopus officinalis); funcho (Foeniculum vulgaris); gualtéria (Gautheria procubens); mostarda (Brassica nigra); poejo (Mentha polegium); sabina (Juniperus sabina) e tomilho (Thymus vulgaris). "No caso da pessoa estar fazendo tratamento com Homeopatia é necessário evitar os óleos essenciais que têm cânfora, porque a sua composição quebra o efeito do remédio". Na lista estão alecrim, aspic, cânfora, cipreste, louro, manjericão, manjerona, mirra, murta, olíbano, orégano, patchouli, sálvia e sassafrás. Ao respeitar as contra-indicações, o usuário garante que a Aromaterapia seja um tratamento "coadjuvante" adequado. "Se a pessoa tiver uma inflamação, é indicado que use o óleo de camomila, porque tem um composto chamado camazuleno, que é um agente antiinflamatório", exemplifica Silva. Ele esclarece que os óleos essenciais são substâncias altamente concentradas (uma gota de óleo equivale a trinta xícaras de chá), que chega a ter em média 50 componentes químicos em sua composição. "Na camomila há o agente antibacteriano alfa-bisabolol, que irá coagular as células de bactérias". Por outro lado, os óleos têm vários alcoóis com compostos nocivos a microorganismos, como cetonas e fenóis. "Por isso, sempre destaco que somente o sistema imunológico de cada indivíduo que cura".
As distorções sobre o tema preocupa o engenheiro químico, que encontra na literatura sobre o assunto, contradições sérias referentes ao tratamento contra o câncer. "Não há um chazinho para curar o tumor maligno. Devido a seriedade de risco de vida, é uma doença que não pode ser automedicada. As ervas com poder anticancerígeno não são empregadas em sua forma de óleo. Os seus princípios ativos é que fazem parte dos medicamentos administrados por médicos qualificados". Já do ponto de vista psicossomático, ele adota a recomendação do especialista Robert Tiesserand. "Se o aroma for agradável ao nariz, se-lo-á ao espírito. Em outras palavras, se a pessoa não gosta de um aroma, deve evitá-lo", compara. O engenheiro químico considera que a Aromaterapia tem cada vez mais um caráter preventivo. "Não é necessário estar doente para para usufruir de seus benefícios". No segundo semestre deste ano, Silva lançará um livro com 600 páginas sobre o assunto, pela Editora Roka, no qual pontua as várias linhas da Aromaterapia seguidas no mundo, tendo como pressuposto suas características científicas e psicossomáticas. "Na França, ela é adotada principalmente num contexto medicinal; na Inglaterra tem como foco as massagens e nos EUA estuda-se muito sua atuação psicossomática".
Por: Sucena Shkrada Resk