Óleos Essenciais e Óleos Vegetais
100% Puros e Naturais
O uso depende de avaliação por clínico aromaterapeuta.
Os óleos essenciais são medicamentos poderosos que em pequenas doses podem ser ingeridos não causando mal algum, desde que prescritos por um médico. Ao contrário, são capazes de atuar de forma esplêndida, mas como são remédios, há de se ter o respectivo bom senso na sua administração. Quando começamos a prescrever os óleos essenciais, como medicamentos, ficamos frustrados. A aceitação por parte dos pacientes não foi boa devido ao cheiro e gosto forte. Resolvemos então incorporá-los a glóbulos de sacarose e... Maravilha! O método cresceu e hoje é um instrumento que contamos diariamente em nossa clínica. Um exemplo: recebemos um paciente com Gripe, febre, dores no corpo e nariz obstruído. Prescrevemos: 3 glóbulos de 1/1 hora – de Cypress, de Eucalyptus globulus, Tea Tree e Myrtus communis. Inalação: 2 ml de soro fisiológico ; 1 gota de Eucalyptus globulus, (3 a 4 inalações diárias). Não existe uma prescrição única de óleos essenciais. Cada paciente é avaliado sempre e a ele será receitado o que lhe for mais adequado. A princípio, a terapia dos glóbulos de óleos essenciais pode ser adotada por todos. Entretanto, pacientes com insuficiência hepática renal e cardíaca devem ser bem avaliados pelo clínico aromaterapeuta.
Analisando a composição de cada óleo essencial, vemos que muitas vezes em um único óleo temos uma variedade colossal de substâncias, tornando-o uma verdadeira panacéia. Estudemos o caso da lavanda, a qual foi objetivo de reportagem desta revista. A destilação da lavanda é feita de glândulas da planta, das flores, folhas e caule e é obtido um óleo de classificação média, ou seja, um óleo moderadamente volátil. Atinge primeiro as funções orgânicas, como digestão, respiração, metabolismo, menstruação etc. Não é tóxico, podendo ser ingerido com boa tolerância e absorção. Permitam-me um parêntese acerca da toxidade dos óleos em geral. Alguns são tóxicos, mas não deixam de ter suas propriedades aumentadas por isso. Hoje, já sabemos com certeza que uma substância tóxica pode ser um grande medicamento. Então, o que fazer para extrair dos óleos o valor terapêutico sem que ele nos cause prejuízos? Diminuindo a dose e seu tempo de administração. Como qualquer outro medicamento, devemos ter o mesmo cuidado na prescrição. Voltemos à análise da lavanda, que contém 0,5% a 3% de linalol acetato de linalina, geraniol, cineol, limoneno, sesquiterpenos, taninos de 5 a 12%, aldeídos e cetonas. Qual o motivo de descrever os componentes? Porque queremos usar o óleo como medicamento e só através do estudo dos componentes podemos descobrir que ele é um anti-séptico de primeira grandeza, cicatrizante, mucolítico, sedativo, relaxante, anti-espasmódico (para dores viscerais), expectorante pela ação do cineol e assim por diante. É óbvio que não vamos analisar cada óleo essencial, mas o objetivo é mostrar que se trata de um medicamento complexo, poderoso e que pode sim ajudar as pessoas a recuperar e manter a saúde. De acordo com a antiga prescrição dos médicos aromaterapeutas franceses e ingleses, entre outros, basta colocar uma ou duas gotas em chá quente (não são solúveis em água), vinho, leite e tantas outras prescrições, encontradas em livros.
O progresso do conhecimento médico estaria salvo se não houvesse uma particularidade. A ingestão dos óleos essenciais não é reconhecida no Brasil como fazendo parte dos medicamentos oficiais. Apesar de fazermos parte da OMS, que recomenda o uso das medicinas alternativas. Como também sou enfermeiro graduado sei que a Aromaterapia (através da expressão “entre outras”) é reconhecida pelo Conselho Federal de Enfermagem na resolução Cofen 197, que estabelece e reconhece as terapias alternativas como especialidade e/ou qualificação do profissional de enfermagem. Fiz meus estudos na França e na Suíça e lá posso dizer tudo corre às mil maravilhas, é permitida e é chamada “La medicine doux”.
Por: Voltare Fróes e Zelia Fróes - médicos clinicos gerais, possuem clínica em Porto Alegre, onde trabalham com homeopatia, fitoterapia e aromaterapia.